Em nosso primeiro encontro, discutimos um pouco sobre o campo simbólico, o espaço em que as ideias são inscritas no mundo. Tal temática, bastante debatida pela teoria literária feminista, é muitíssimo bem explicada pela pesquisadora Constância Lima Duarte.
Assista o vídeo e reflita: como se desenvolve a literatura escrita por mulheres em um mundo patriarcal? Isso influencia a literatura que, comumente, chega até nós?
Divida conosco suas percepções na sessão dos comentários abaixo. Os comentários não valem nota, mas são uma oportunidade incrível de troca e aprendizado!
Um ponto muito interessante que a pesquisadora traz no vídeo é com relação a essa estigmatização do termo "feminino" ao se demarcar uma Literatura escrita por mulheres, porque isso mostra que, apenas o fato de as mulheres começarem a publicar, não significou uma igualdade com aquela literatura secular, do homem branco, que compunha um cânone. A Literatura feminina foi e é ainda compreendida como uma literatura à parte, que não seria "universal", e não direcionada a todos os públicos. Acredito que se trata de algo que a Teoria Literária, enquanto espaço de reprodução ideológica da produção do homem branco, também contribuiu. Daí a necessidade de algo que, inclusive, comentamos no nosso primeiro encontro: que é se relacionar com a literatura feminina de maneira consciente, pois é importantíssimo existir e atuar de maneira a romper com essas barreiras que marginalizam a Literatura e as produções femininas, e não a pensam como parte do todo. Como, por exemplo, entender o Brasil sem pensar nas produções das mulheres, das pessoas negras, dos povos indígenas?
Excelente, Roberth. Só podemos romper com as barreiras da marginalização que começarmos a bagunçar, inclusive, o que é entendido como 'centro'. Eu mesma estou super a fim de estudar mais sobre literaturas indígenas, espero que consiga nesse ano ainda! Abraços.
Estou revendo os encontros e pensando o quanto minha visão mudou até então. Lembrarmos que ao longo do tempo as mulheres enfrentaram barreiras sociais, políticas e culturais que restringiam seu acesso à educação e à visibilidade no campo literário, nos mostram como essas limitações tiveram um impacto na literatura feminina. Mas sabemos que o mundo patriarcal influencia a literatura que chega até nós. É bem claro que obras literárias escritas por homens receberam maior atenção, valorização e reconhecimento. A literatura feminina muitas vezes foi menosprezada ou considerada como menos relevante, principalmente livros que desafiam essas normas e expectativas de gênero. Felizmente, apesar dos desafios em um mundo patriarcal, estamos vendo reconhecimento e valorização da literatura escrita por mulheres, e essa mudança tem contribuído para essa maior diversidade e permitindo que ouçamos as mulheres também na literatura, precisamos dessa representação. Fico feliz em relembrar que há 10 anos atrás, quando eu lia meus primeiros livros, eram livros escritos por mulheres.
Um ponto muito interessante que a pesquisadora traz no vídeo é com relação a essa estigmatização do termo "feminino" ao se demarcar uma Literatura escrita por mulheres, porque isso mostra que, apenas o fato de as mulheres começarem a publicar, não significou uma igualdade com aquela literatura secular, do homem branco, que compunha um cânone. A Literatura feminina foi e é ainda compreendida como uma literatura à parte, que não seria "universal", e não direcionada a todos os públicos. Acredito que se trata de algo que a Teoria Literária, enquanto espaço de reprodução ideológica da produção do homem branco, também contribuiu. Daí a necessidade de algo que, inclusive, comentamos no nosso primeiro encontro: que é se relacionar com a literatura feminina de maneira consciente, pois é importantíssimo existir e atuar de maneira a romper com essas barreiras que marginalizam a Literatura e as produções femininas, e não a pensam como parte do todo. Como, por exemplo, entender o Brasil sem pensar nas produções das mulheres, das pessoas negras, dos povos indígenas?
ResponderExcluirExcelente, Roberth. Só podemos romper com as barreiras da marginalização que começarmos a bagunçar, inclusive, o que é entendido como 'centro'. Eu mesma estou super a fim de estudar mais sobre literaturas indígenas, espero que consiga nesse ano ainda! Abraços.
ExcluirEstou revendo os encontros e pensando o quanto minha visão mudou até então. Lembrarmos que ao longo do tempo as mulheres enfrentaram barreiras sociais, políticas e culturais que restringiam seu acesso à educação e à visibilidade no campo literário, nos mostram como essas limitações tiveram um impacto na literatura feminina. Mas sabemos que o mundo patriarcal influencia a literatura que chega até nós. É bem claro que obras literárias escritas por homens receberam maior atenção, valorização e reconhecimento. A literatura feminina muitas vezes foi menosprezada ou considerada como menos relevante, principalmente livros que desafiam essas normas e expectativas de gênero. Felizmente, apesar dos desafios em um mundo patriarcal, estamos vendo reconhecimento e valorização da literatura escrita por mulheres, e essa mudança tem contribuído para essa maior diversidade e permitindo que ouçamos as mulheres também na literatura, precisamos dessa representação. Fico feliz em relembrar que há 10 anos atrás, quando eu lia meus primeiros livros, eram livros escritos por mulheres.
ResponderExcluir