Mais sobre o encontro 2
Olá, todo mundo!
No último sábado (29/04) lemos o conto "O tratamento de Bibi Haldar", de Jhumpa Lahiri. Caso você queira ler o conto ou checar referências, entre no link a seguir: SLIDES - ENCONTRO 2
Em nosso encontro, comentamos brevemente sobre o livro "Do que estamos falando quando falamos de estupro" (2019), da indiana Sohaila Abdulali. Infelizmente não achei nada muito interessante em português, mas há uma entrevista em inglês com a autora, para quem se interessa por saber mais sobre o assunto:
Interessada no livro? Aqui está a referência:
ABDULALI, Sohaila. Do que Estamos Falando quando Falamos de Estupro. Trad. Luis Reyes Gil. 1a. ed. São Paulo: Vestígio, 2019, 253 p.
Trata-se de uma leitura extremamente relevante para todas as pessoas, mas principalmente quem é educador(a).
Vejo vocês no próximo sábado!


Como a Dayse comentou no encontro, nossa visão de mundo é muito eurocentrada, não apenas na literatura. Mas trazendo para literatura, a questão levantada no encontro sobre quais mulheres de contextos não hegemônicos nós já teríamos lido, mostrou o quanto nossa visão é limitada. Pesquisando sobre o pensamento não hegemônico, encontrei a seguinte definição: A valorização do pensamento contra-hegemônico significa a procura de novos paradigmas de compreensão do mundo, de novos locais onde possamos firmar nossos passos, redirecionando nossos olhares. O resumo desse encontro se encaixa perfeitamente nessa definição. Foi comentado de forma breve sobre o livro "What We Talk About When We Talk About Rape", que é um livro escrito por Sohaila Abdulali, uma autora indiana e defensora dos direitos das mulheres. O livro aborda de forma pessoal a questão do estupro e suas complexidades, de fato é um livro impactante que busca desafiar o silêncio e o estigma em torno do estupro. Quantas vezes não valorizamos algo apenas por estar fora dos padrões que estamos acostumados? Sohaila é indiana, e em seu livro abordou um assunto extremamente importante. Será que em algum momento ela ou seu livro foi desvalorizado ou ignorado justamente por essa visão distorcida que muitos têm sobre a Índia? Trazendo as palavras da Dayse "é problemático medir a cultura de um país baseado em preceitos e regras ocidentais". Lemos também o conto "O tratamento de Bibi Haldar" escrito por Jhumpa Lahiri, uma autora indo-americana. O conto faz parte de seu livro "Intérprete de Males" e conta a história de Bibi Haldar, uma jovem que vive em uma aldeia remota na Índia e aborda temas relevantes, como saúde, isolamento social, busca por identidade e luta por uma vida melhor. Nesse encontro tivemos tópicos relevantes do início ao fim, e reforçou como nós deixamos de apreciar algumas coisas de determinada cultura devido a nossa visão limitada ou por preconceitos enraizados no ocidente. Como dito anteriormente, precisamos redirecionar nossos olhares, especialmente na literatura, em narrativas femininas.
ResponderExcluirExcelente, Larissa. Tanto o conto quanto o ensaio também me impactaram bastante. Bacana demais ver o seu ponto de vista. :)
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